MURPI exige revisão do plano de vacinação contra SARS-COV-2 que dê prioridade às pessoas idosas como grupo vulnerável

A Ordem dos Médicos tornou pública a sua discordância com os critérios de prioridade aprovados pelo Ministério da Saúde na vacinação contra SARS-COV-2 que foram baseados em critérios epidemiológicos e logísticos de relevância para proceder a administração desta vacina.

A Confederação Nacional de Reformados, Pensionistas e Idosos, MURPI estranha, também, que as autoridades da saúde não tenham relevado para o primeiro plano da vacinação as pessoas mais idosas que são um grupo vulnerável, independentemente das co morbilidades.

É inadmissível que este plano relegue,a vacinação deste grupo social para a segunda fase, salvaguardando, somente, aqueles que apresentem, concomitantemente, doenças graves: respiratórias, cardíacas e renais.

Este é o reflexo das medidas tomadas, à última hora, sem ter em conta o devido enquadramento e análise da situação epidemiológica.

A Confederação MURPI realça o facto do Governo relegar para segundo plano a vacinação prioritária deste grupo social em contraste com as medidas inicialmente tomadas de confinamento que agravaram a situação de isolamento das pessoas idosas.

A Confederação MURPI entende que em termos logísticos é possível e desejável identificar as pessoas com idade superior a 75 anos e dar-lhes prioridade na vacinação, durante o primeiro trimestre de 2021.